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Boa Viagem!




Detalhes da Viagem:

Data: 19/02/2010
Cidades Visitadas: 75
Distância Percorrida: 1813 km

Pequeno resumo da viagem:

Achando que já sabia de tudo sobre “viajar todas as cidades”, resolvi então encarar um desafio maior e bem mais longe de casa: o SERGIPE.

Dei início a essa aventura no dia 19/02/2010 e não poderia deixar de registrar aqui a minha passagem pela Bahia (fora do contexto da viagem para Sergipe)

No primeiro dia dormi muito bem em Eunápolis e me deliciei com uma boa cervejinha num dos diversos bares da cidade.

Saí cedo em direção a nossa próxima parada, Alagoinhas, que além de dormir num excelente hotel, tive o prazer de comer um delicioso “bife a parmegiana” num restaurante localizado em um dos cruzamentos mais movimentados da cidade, onde me divertia contando quantas pessoas usavam cinto de segurança e capacete.

Dando início a minha aventura, segui no dia seguinte (21/02/2010) em direção a minha primeira cidade: Tomar do Geru (localizada no bioma da caatinga e mata atlântica) onde o que impressionava era a alegria e atenção do povo daquela região.

Passei minha primeira noite no Sergipe num modesto motel em Carira (já bem dentro da caatinga sergipana), num preço razoável e bem aconchegante. Depois de uma boa noite de sono e cruzar algumas cidades por onde também passou Lampião e seu bando, cheguei à cidade de Canindé de São Francisco (extremo oeste de Sergipe, divisa com Alagoas e as margens do Rio São Francisco) onde não podia deixar de narrar o almoço que tive numa boa churrascaria da cidade e que presenciei uma mesa bem farta e um preço bem modesto.

Como nem tudo são flores, os equívocos vão acontecendo. Meu destino era a cidade de Porto da Folha e iria pegar um caminho, que distava mais ou menos 30 km, até um lugarejo chamado Ilha do Ferro, porém por uma desatenção passei da entrada e tive que andar 94 km até a cidade de Pão de Açúcar/AL, onde fui agraciado com uma simpática travessia de balsa por uma bela paisagem do Rio São Francisco.

Na cidade de Nossa Senhora de Lourdes aprendi duas novas lições: a primeira foi que você nunca deve desesperar quando não conseguir um hotel para passar a noite, sempre terá algum lugar para você ficar, ainda mais se este estado for Sergipe. Meus sinceros agradecimentos a pousada do Gordo; e a segunda é que você não deve discutir com moradores (teimosos) da região qual a próxima cidade a ser visitada onde, com certeza, ele te indicará a cidade mais próxima e não aquela que você precisa ir.

Seguindo em direção ao litoral pernoitei em Própria. Neste hotel constei uma das vistas mais deslumbrantes do Velho Chico à noite, porém o preço pago foi bem salgado (quase três vezes mais do que o normal) por um hotel caindo aos pedaços e literalmente entregue as baratas, formigas, etc.

Pela manhã, depois de um pouco de chuva no litoral à noite já estava de volta à caatinga para mais uma noite de sono em Ribeirópolis. Cabe ressaltar que todas as cidades em que passei (com raras exceções) são simples e modestas, porém com praças, ruas e prédios públicos muito bem cuidados.

Foi no sexto dia que cheguei à Aracaju, lindíssima capital do estado, onde deliciei um incrível peixe na hora do almoço e segui para o meu pernoite em São Cristóvão, a quarta cidade mais antiga do país e a primeira capital de Sergipe.

Encerrei minha viagem na cidade de Cristinápolis e segui para meu pernoite em Esplanada/BA. Pela manhã peguei a belíssima estrada do coco em direção a Salvador. Reservei o Ferry-boat para as 15h00min e desfrutei de um ótimo almoço no pelourinho. Dormi na cidade de Ubaitaba/BA e cheguei em casa no finalzinho da tarde.

Nessa aventura consegui 319 fotos, 300 minutos de vídeos e 2598 km rodados no estado de Sergipe.


Cidades ordenadas por visita:

1. TOMAR DO GERU - O povoado de Geru, que passava a chamar-se Nova Távora ou Tomar, com a característica singular de ter nos cargos de seu serviço público exatamente elementos indígenas.
2. ITABAIANINHA - Pelo aspecto topográfico muito parecido com o da povoação de onde os referidos viajantes eram originários (Itabaiana) e ainda pela semelhança do solo consistente e de pedras miúdas.
3. TOBIAS BARRETO - Homenagem a um ilustre habitante da região Tobias Barreto de Menezes.
4. POÇO VERDE - Está relacionada a um poço, situado na Fazenda Poço do Rio Real. Após a seca, uma vegetação verde encobria o poço, mudou-se o nome para "Fazenda Poço Verde".
5. SIMÃO DIAS - O português Brás Rebelo ordenou ao vaqueiro Simão Dias construísse currais nas florestas do Caicá, dando assim início ao povoado.
6. PEDRA MOLE - Alguns moradores encontraram pedras com a marca da pata de um animal e de um pé de uma pessoa, e disseram que as pedras eram moles.
7. PINHÃO - Planta nativa (pinhão e Purga), do nordeste.
8. CARIRA - Denominaram Mãe Carira, por terem encontrado no local, onde hoje se ergue a Cidade, uma índia com esse nome.
9. NOSSA SENHORA DA GLÓRIA - A localidade foi rebatizada quando o pároco Francisco Gonçalves Lima, fez uma campanha junto aos moradores para aquisição de uma imagem de Nossa Senhora da Glória.
10. MONTE ALEGRE DE SERGIPE – Inspirado numa fazenda de Antônio Machado Cabelê, que se chamava Monte Alegre.
11. POÇO REDONDO - A região é semicirculada pelo riacho Jacaré.
12. CANINDÉ DE SÃO FRANCISCO - CANINDÉ - origem indígena, que significa arara e papagaio.
13. PORTO DA FOLHA -
14. GARARU - Expulsos os batavos, o cacique Gararu e sua tribo ocuparam a região fixando-se na desembocadura do riacho do mesmo nome.
15. NOSSA SENHORA DE LOURDES - Homenagem à padroeira da localidade.
16. ITABI - Origina-se de duas pedras sobrepostas naturalmente, de modo estranho e esquisito.
17. GRACCHO CARDOSO - Homenagem a um ex-governador e político sergipano do passado.
18. FEIRA NOVA - Nasceu de uma feira de trocas de animais criada por comerciantes na década de 30. O objetivo era evitar que os habitantes saíssem para fazer suas compras em cidades vizinhas e fossem atacados pelo bando de Lampião.
19. CUMBE - Originado do Cumbá (instrumento de colheita de algodão).
20. AQUIDABÃ - Homenagem à vitória do Brasil, no dia 11 de junho de 1870, na celebérrima Batalha do Riachuelo, da Guerra do Paraguai.
21. CANHOBA - Língua Tupi, CAN = cânhamo OBA = senhor da terra. Senhor da terra de cânhamo.
22. AMPARO DE SÃO FRANCISCO - João da Cruz Freire recebeu herança com a qual comprou parte da fazenda Campinhos, de Propriá, onde construiu a primeira casa, chamando a elas o seu amparo.
23. TELHA - Duas famílias de holandeses se estabeleceram no local com uma fábrica de telhas de barro cozido.
24. PROPRIÁ - Surgiu de uma pesca de Piau na lagoa de João Baía. Era tanto peixe que se pescava usando pau. Criou-se então a expressão ‘pesca do paupiau'. Outros dizem que o nome vem também da lagoa, mas a expressão seria ‘puropiau'.
25. SANTANA DO SÃO FRANCISCO - Consistia de vastas terras, limitadas pelo Rio São Francisco.
26. NEÓPOLIS - NEO = Nova; POLIS = Cidade (Nova cidade).
27. ILHA DAS FLORES - Grande quantidade de flores nativas que cobriam as terras que formaram o município.
28. BREJO GRANDE - José Alves Tojal, um homem local e influente que aterrou parte do canal do rio São Francisco, unindo a ilha à margem sul.
29. PACATUBA - Índios chefiados pelo cacique Pacatuba, ocupavam a região quando da criação do povoado.
30. JAPOATÃ - Advém de Frei Jaboatão que dirigindo um grupo de franciscanos fundou um convento e uma igreja no lugar Riacho do Meio.
31. CEDRO DE SÃO JOÃO - Fazenda denominada Cedro, devido a abundância, naquela época, da árvore do mesmo nome.
32. SÃO FRANCISCO - Homenagem ao padroeiro da cidade São Francisco de Assis.
33. MALHADA DOS BOIS - Ali naquela nascente, à sombra dos arvoredos os boiadeiros paravam com suas boiadas para deixar o gado malhar.
34. MURIBECA - Mosca inoportuna.
35. CAPELA - O capitão Luís de Andrade Pacheco e sua mulher, Perpétua de Matos França, determinou a doação, por escritura lavrada no tabelionato de Santo Amaro das Brotas, da quantia de cem mil réis, destinada à construção de uma capela sob o orago de N. S.ª da Purificação.
36. NOSSA SENHORA DAS DORES - Homenagem a padroeira Nossa Senhora das Dores e já chamou-se Enforcados.
37. SÃO MIGUEL DO ALEIXO - Em homenagem a um de seus principais fundadores (Miguel José das Graças) e ao santo padroeiro.
38. NOSSA SENHORA APARECIDA - Em homenagem a padroeira da cidade.
39. RIBEIRÓPOLIS - Ribeiro instalava-se na região com a criação de gado.
40. FREI PAULO - Aquelas terras foram descobertas por volta de 1868 por missionários capuchinhos, entre eles freis Davi de Umbértide e Paulo Antônio Casanova.
41. MACAMBIRA - Planta de folhas rígidas e espinhosas que é encontrada na região nordeste.
42. SÃO DOMINGOS - Homenagem ao padroeiro da cidade.
43. CAMPO DO BRITO - A tradição guardou o nome de uma família - Brito - que usou estes campos para a criação de seus animais.
44. ITABAIANA - Naquela serra tem uma aldeia, onde mora gente.
45. AREIA BRANCA - Existência de uma grossa camada de areia branca no solo, indicando a provável existência de praia em tempos remotos.
46. RIACHUELO - A primeira é que o povoado estava localizado entre três rios. São os rios Sergipe, Cotinguiba e Jacarecica, formando assim um elo, portanto, Riachuelo. A outra versão e mais aceita é em homenagem a batalha decisiva da guerra do Paraguai vencida pelo Almirante Barroso chamado Batalha naval do Riachuelo.
47. MALHADOR - Teve origem, em um curral (fazenda) de gado.
48. MOITA BONITA - Teve influência de outro povoado vizinho, denominado Moita de Cima.
49. SANTA ROSA DE LIMA - Homenagem à padroeira da cidade.
50. DIVINA PASTORA - Homenagem à padroeira da cidade, Nossa Senhora Divina Pastora.
51. SIRIRI - Cacique Siriri, cuja taba era banhada pelo rio que tem o seu nome.
52. ROSÁRIO DO CATETE - Um grupo de negros que trabalhava nos engenhos encontrou uma imagem de Nossa Senhora do Rosário numa das matas da região. Catete é uma espécie de milho comum na região. Catete vem de caititu (Tupi-Guarani) que quer dizer “porco do mato”, animal encontrado naquelas terras. Catete significa reduto de escravos (em Rosário eles eram milhares). E catete era nome de um dos engenhos do Barão de Maruim.
53. GENERAL MAYNARD - Homenagem ao General Augusto Maynard Gomes, governador e senador por duas vezes por Sergipe.
54. CARMÓPOLIS - Influência dos Padres Carmelitas da Missão de Japaratuba.
55. JAPARATUBA - Sítio onde existe abundância de arcos ou rio de muitas voltas ou muito terreno arenoso à beira-mar ou terras de areias brancas.
56. PIRAMBÚ - Peixe bastante comum na região.
57. SANTO AMARO DAS BROTAS - Homenagem ao português Amaro Aires da Rocha, que se instalou naquela colina. Martins de Azevedo levantou uma capela em nome de Nossa Senhora das Brotas, numa referência, segundo os mais velhos, às grandes e verdejantes ‘grotas’ existentes naquela região.
58. MARUIM - Mosca pequena ou mosquito.
59. LARANJEIRAS - Por conta das inúmeras e frondosas laranjeiras à beira do rio.
60. NOSSA SENHORA DO SOCORRO - Homenagem à padroeira Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Tomar da Cotinguiba.
61. ARACAJU - Cajueiro dos papagaios.
62. BARRA DOS COQUEIROS - Em razão de ser uma ilha de Coqueiros
63. SÃO CRISTÓVÃO - Cristóvão de Barros fundou a primitiva povoação, sob a denominação de Cidade de São Cristóvão de Sergipe d'EI Rei.
64. ITAPORANGA D'AJUDA - Pedra bonita e a padroeira da cidade Nossa Senhora da Ajuda.
65. SALGADO - Dado ao sabor característico da água de uma fonte termal ali existente.
66. LAGARTO - Era identificada por enorme pedra em forma de lagarto.
67. RIACHÃO DO DANTAS - Riachão (por ser menor do que rio e maior do que riacho). Engenhos de açúcar, destacando-se o de nome Fortaleza, pertencente ao Coronel João Dantas Martins dos Reis.
68. PEDRINHAS - Engenho Pedrinhas que deu origem ao povoado.
69. BOQUIM - Localizada na Buquinha da Mata.
70. ESTÂNCIA - Pedro Homem da Costa, após longos anos de peregrinações pelo interior sergipano, chegou à região onde se radicou fascinado pelas condições naturais do local.
71. SANTA LUZIA DO ITANHY - Homenagem à padroeira Santa Luzia. Itanhy era nome que os indígenas davam ao rio Real.
72. INDIAROBA - Rio existente no município com o mesmo nome.
73. ARAUÁ - Rio existente no município com o mesmo nome.
74. UMBAÚBA - Próximo ao Riacho da Guia, havia um frondoso pé de Umbaúba, onde tropeiros faziam pousada.
75. CRISTINÁPOLIS – Homenagem à Imperatriz do Brasil, Dona Tereza Cristina.

10 comentários:

Anônimo disse...

ola,falcetti ja viajei uma parte do nosso brasil atraves do seu blog.nosso espirito santo e vitoria continua lindo ne mas esta cidade de sergipe nos temos que tirar o chapeu hem.concordo.cidade linda . ma ficou muito bom amigo como ja disse eu e minha filha nos gostamos parabens

Fernanda Leite disse...

Que lugar lindo ainda vou conhecer.

homero disse...

valeu falcetti,
em seu blog viajamos com vc.

Wilton disse...

Sou de Poço Redondo e já fui em todas cidades que tem aki em seu blog!

Fernando disse...

Olá, quando fui buscar no youtube o nome da minha cidade (Cumbe) fiquei surpreso, pois nunca imaginei que alguém seria capaz de viajar todas as cidades do Brasil, mas agora acompanherei vocês viajando também por todo o Brasil

JOSÉ AMÂNCIO NETO disse...

Fantástico, extraordinário! Você está fazendo o que eu adoraria fazer e não tenho recursos nem coragem, mas vou "visitar", pelo menos, todas as cidades por onde já passei.

Gilson Caio disse...

Oi, sou de Carira-SE, não sabia que alguém iria lá,e ainda filmar. Eu mesmo adorei, vou falar pra todos os meus amigos, virtuais e vida real visitarem seu blog e ver seus vídeos no youtube. Principalmente o da minha cidade. OBRIGADO! :-D

Gilson Caio disse...

Não precisa publicar,mas só aceite meu convite no gmail. por favor.

tarugador disse...

não consigo ver os vídeos através do reprodução de vídeo dm

tarugador disse...

não consigo ver os vídeos através do reprodução de vídeo dm